A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, a menor desde o início da série histórica em 2012, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento, divulgado nesta terça-feira (29), também revelou recordes em número de trabalhadores ocupados, carteira assinada e massa salarial.
O resultado representa uma redução em relação ao trimestre anterior, que registrou 5,6%. A população ocupada alcançou 103,5 milhões de pessoas, um aumento de 0,8% em relação ao trimestre até maio, com 774 mil novos postos de trabalho. Os setores que mais contribuíram para esse crescimento foram a indústria, com um aumento de 2%, e a construção, que cresceu 4,1%.
O número de empregados com carteira assinada no setor privado também atingiu um recorde de 39,5 milhões. A população desocupada caiu para 5,8 milhões, uma redução de 4,6% em comparação ao trimestre anterior.
A taxa de informalidade se manteve em 37,5%, o que equivale a 38,8 milhões de trabalhadores sem carteira. O rendimento mensal médio dos trabalhadores subiu para R$ 3.777, enquanto a massa salarial alcançou R$ 385,6 bilhões, ambos os maiores valores já registrados.
Além disso, o Brasil atingiu 68,5 milhões de trabalhadores contribuintes para a previdência, representando 66,2% da população ocupada. Esses dados refletem um cenário positivo para empresários e trabalhadores, indicando uma recuperação no mercado de trabalho e maior segurança social.
