Em agosto deste ano, a caderneta de poupança registrou um saldo negativo de R$ 10,5 bilhões, com mais saques do que depósitos, conforme relatório do Banco Central (BC) divulgado nesta quinta-feira (10).
No mês, foram aplicados R$ 357,7 bilhões, enquanto os saques totalizaram R$ 368,2 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,5 bilhões, e o saldo total da poupança ultrapassa R$ 1 trilhão.
Esse é o terceiro mês consecutivo em que a poupança apresenta saques líquidos. Desde 2023, as retiradas líquidas acumulam R$ 57,1 bilhões, refletindo uma tendência de saques que se intensificou nos últimos anos.
A alta da Selic, atualmente em 14% ao ano, tem incentivado os investidores a buscar aplicações com maior rentabilidade, contribuindo para o aumento dos saques. A taxa de juros, que atingiu 15% ao ano entre junho de 2025 e março deste ano, é um instrumento do BC para controlar a inflação, que atualmente enfrenta pressões devido a fatores externos, como a guerra no Oriente Médio.
O impacto dessa dinâmica é significativo para empresários e trabalhadores, pois a redução no saldo da poupança pode afetar a disponibilidade de crédito e o consumo, influenciando a economia local.
