O Ministério Público de Alagoas (MPAL) apresentou uma denúncia contra a empresa Nutratta Nutrição Animal Limitada S.A. e seus sócios, após a morte de 80 cavalos da raça Mangalarga Marchador no Haras Nova Alcatéia, em Atalaia. O promotor de justiça Ary Lages Filho afirma que a negligência da empresa causou um prejuízo superior a R$ 82 milhões.
As investigações revelaram que a ração NutriMax e Forragem Horse fornecida pela Nutratta continha substâncias tóxicas, como monocrotalina, que levaram os equinos a apresentar sérios problemas de saúde, incluindo cegueira e insuficiência hepática. O promotor descreveu as cenas de sofrimento dos animais como “estarrecedoras”.
Além do sequestro de bens dos denunciados, o MP alega que a empresa tinha conhecimento da contaminação e continuou a fornecer os produtos. O armazenamento inadequado e a falta de controle na produção foram também apontados como falhas graves.
O caso, que já resultou na morte de pelo menos 284 cavalos em outros estados, é tratado como crime ambiental e crime contra as relações de consumo, conforme a legislação brasileira. A repercussão negativa sobre a Nutratta levou um dos gestores a afirmar publicamente que o problema estava resolvido, incentivando a continuidade do uso de seus produtos.