O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançou uma chamada pública para financiar pesquisas sobre endometriose, dor pélvica e saúde menstrual, com foco em soluções para o Sistema Único de Saúde (SUS). As inscrições vão até 12 de agosto.
Serão investidos R$ 50 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e R$ 10 milhões do grupo Alana, totalizando R$ 60 milhões. O objetivo é criar uma rede nacional de pesquisa, com projetos que abordem desde causas e prevenção até tratamento e impacto social.
As propostas devem se enquadrar em um dos cinco eixos: causa e prevenção; diagnóstico; tratamento; biorrepositório (reservatório de materiais biológicos); e impacto social. O grupo Alana destaca que a linha de impacto social é um diferencial, ampliando o olhar para além dos aspectos clínicos.
Podem participar pesquisadores com título de doutor, que sejam coordenadores do projeto e tenham vínculo formal com a instituição executora. O resultado será divulgado em 2 de dezembro.
Uma pesquisa do Alana e do Instituto Equidade.info mostrou que seis em cada dez estudantes que menstruam relatam cólicas fortes ou moderadas, afetando a rotina escolar. Quatro em cada dez faltam às aulas mensalmente por causa da dor. Além disso, as cólicas fortes, principal sintoma da endometriose, podem levar à perda de até 10,8 horas de trabalho por semana.