terça-feira, 18 de agosto de 2026
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Postado emAlagoas, Economia

Sebrae Delas Artesãs impulsiona negócios de mulheres no Agreste

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Sebrae Delas Artesãs impulsiona negócios de mulheres no Agreste
Sebrae Delas Artesãs impulsiona negócios de mulheres no Agreste

O Sebrae Delas Artesãs reuniu mais de 200 empreendedoras do Agreste alagoano, com público 53% maior que a edição de 2025, para discutir tendências e transformar o artesanato em negócios sustentáveis e fonte de renda.

Entre as histórias apresentadas, a família por trás da Marjorie Acessórios destaca a união de três gerações que criam biojoias a partir de gnaisse e flor de cedro colhidos na própria propriedade de São Sebastião. “A Marjorie é um sonho que nasceu de uma homenagem à terra que amamos tanto, São Sebastião, e da união entre avó, mãe e filha. Uma única peça pode reunir toques de nós três. É muito bonito ver isso se materializar em um colar, um brinco ou até uma blusa, às vezes até com as três participando da produção daquela peça”, afirmou Daniele Monteiro.

Daniele ressaltou ainda o papel do Sebrae no desenvolvimento do negócio: “O artesão vive o tempo todo tão dedicado à sua arte que esquece que precisa viver dela. O Sebrae entra justamente nesse ponto, pegando na nossa mão para que a gente transforme talento em sustento, ensinando sobre planejamento financeiro, precificação e até ajudando a gente se manter atualizada das tendências e do que os consumidores querem, em eventos como esse”.

A Associação de Artesãos e Artesãs de Arapiraca e Região (AAAPAR), que congrega mais de 100 artesãos em Arapiraca e comunidades vizinhas, apontou a principal dificuldade como a conversão da criatividade em renda sustentável. “Muitas artesãs começam sem noção alguma de como precificar uma peça, e o Sebrae nos ensina a calcular, custos, divulgar nossos produtos e fazer marketing nas redes sociais. E isso é só um exemplo, porque a nossa parceria vai muito além disso. Para a mulher, o artesanato é muito mais do que um passatempo. Ele tira as mulheres da depressão, devolve a autoestima delas, dá um ofício e promove a convivência. É um empoderamento transformador. Participar desse evento é justamente isso. A gente volta para casa feliz, não só por ter vendido algumas peças, mas principalmente por se sentir valorizada e importante, e também pela oportunidade de conhecer novas pessoas, trocar ideias e experiências”, explicou Marlene Roque dos Santos.

Com 86% das produtoras de peças artesanais sendo mulheres, o Sebrae reforça a importância do segmento para a economia criativa local. Marina Gatto, gestora do programa de Artesanato, destacou a tendência do “slow fashion”: “É o que chamamos de slow fashion, que diferente do fast fashion das grandes lojas de varejo, que produzem peças de vestuário em série. O que é valorizado hoje são peças únicas e que contam uma história… Nosso potencial é enorme e já temos alguns nomes reconhecidos lá fora, mas podemos ter muito mais”. O calendário de ações inclui o evento Inspire-se, marcado para 26 de setembro no Espaço René, em Arapiraca, além das feiras Artnor e missões técnicas como a Fenearte. Susylane Ferreira completou: “Todas essas ações cumprem um papel estratégico dentro do artesanato… O Sebrae fortalece o artesanato porque, mais do que uma ocupação, é uma importante fonte de renda e da preservação da cultura”.

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