Gestantes no Brasil enfrentam riscos elevados devido à baixa adesão às vacinas contra gripe e covid-19. Enquanto Nataly Saldanha, moradora do Rio de Janeiro, se orgulha de estar com a vacinação em dia, a realidade é diferente para muitas mulheres. Dados do Ministério da Saúde indicam que apenas 55% das gestantes se vacinaram contra a covid-19 e 63% contra a influenza em 2025.
A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Flávia Bravo, destaca que a hesitação em se vacinar resulta em consequências graves. Em 2023, 286 gestantes desenvolveram síndrome respiratória aguda grave (SRAG) devido ao vírus Influenza, com 25 mortes registradas. A covid-19 também causou 205 casos graves entre gestantes, resultando em 21 óbitos.
A vacinação é essencial, pois protege tanto a mãe quanto o bebê. Especialistas afirmam que gestantes vacinadas têm menor risco de complicações e que a imunização pode reduzir a ocorrência de doenças nos recém-nascidos, que dependem dos anticorpos maternos até os 6 meses de idade.
O Ministério da Saúde disponibiliza vacinas contra hepatite B, dT, dTpa, VSR, além de gripe e covid-19. A ginecologista Giuliane Lajos reforça a importância de incluir todas essas vacinas no cuidado pré-natal, enfatizando que a proteção é fundamental para a saúde da mãe e do bebê.
