A alopecia areata, uma doença autoimune que afeta cerca de 2% da população mundial, é definida pela dermatologista Enilde Borges Costa como “imprevisível”. Durante o mês de conscientização sobre a condição, a Agência Brasil apresenta relatos de pacientes que enfrentam a queda de cabelo.
Caracterizada por episódios cíclicos de perda de cabelo, a alopecia areata ocorre quando o organismo ataca os folículos pilosos. O diagnóstico é realizado por meio de exame clínico, já que não existem testes laboratoriais específicos para a doença.
Beatriz Santos, que vive com a alopecia desde 2008, relata que muitos médicos associaram sua condição a fatores emocionais. Após anos de tratamentos com corticoides, que causaram efeitos colaterais, ela decidiu interromper o uso e aprendeu a aceitar sua condição, utilizando terapia para fortalecer sua autoestima.
Juliana Fernandes, que também participa de um grupo de apoio criado por Enilde, compartilha sua trajetória com a alopecia desde a infância. Com o suporte do grupo e terapia, ela conseguiu lidar melhor com a doença e se sente confortável em sua própria pele.
Para aqueles que buscam apoio, a dermatologista oferece o Alopecia Areata Grupo de Apoio (AAGAP), que se reúne mensalmente em São Paulo. O grupo é um espaço de acolhimento e troca de experiências entre pacientes e familiares.