O Ministério da Saúde instituiu a Rede Brasileira de Biobancos (RBBMS) com o objetivo de articular biobancos públicos e privados em todo o Brasil, visando fortalecer a pesquisa e a inovação no Sistema Único de Saúde (SUS). A portaria foi publicada na última sexta-feira (18/9).
A RBBMS tem como função principal a organização, conservação e gestão de material biológico humano, como tecidos e sangue, além de dados para pesquisas científicas. A iniciativa busca promover a cooperação entre essas estruturas e estimular pesquisas colaborativas.
A adesão à rede é voluntária e aberta a 108 biobancos que estejam regularmente constituídos e aprovados pelo Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep). As atividades da rede serão coordenadas pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), que também fornecerá apoio técnico.
Um comitê gestor consultivo será formado por representantes da SCTIE/MS, das instituições da RBBMS, da comunidade científica e da sociedade civil, para assessorar as atividades da rede. Entre as ações previstas estão capacitações, intercâmbios de conhecimento e elaboração de documentos técnicos.
Os biobancos são essenciais para a pesquisa em saúde, pois permitem a organização e a disponibilização de amostras biológicas e dados para investigações científicas, contribuindo para diagnósticos e tratamentos mais eficazes no SUS.