A menos de duas semanas do primeiro turno das Eleições de 2026, muitos eleitores ainda não decidiram em quem votar. A escolha entre diversos candidatos é complicada por fatores como o caso Master e a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), que diminuíram o foco nas propostas.
A Agência Brasil consultou especialistas que sugerem estratégias para ajudar os eleitores a escolher candidatos que representem seus interesses. Entre as dicas estão: entender quem financia as campanhas, analisar as propostas dos candidatos e como elas impactam a vida cotidiana.
É fundamental que os eleitores reflitam sobre suas próprias necessidades e as da coletividade. Questões como a diferença de interesses entre empresários, trabalhadores e profissionais autônomos devem ser consideradas, assim como as urgências distintas entre homens e mulheres, sendo que as mulheres representam 53% do eleitorado, mas ocupam apenas 15 das 81 cadeiras do Senado.
Os especialistas ressaltam a importância de entender as atribuições de cada cargo político. Por exemplo, um deputado não pode prometer construir um hospital, pois essa é uma função do Poder Executivo. A falta de conhecimento sobre as competências legislativas pode levar a frustrações nas promessas de campanha.
Além disso, é importante que os eleitores analisem o histórico dos candidatos, especialmente aqueles que já ocupam cargos políticos, para identificar possíveis incoerências em seus discursos. A consulta às propostas de governo e à prestação de contas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também é recomendada.
Por fim, a cientista política Naiara Sandi de Almeida Alcantara alerta que, mesmo que os partidos não tenham uma linha ideológica clara, é esperado que seus membros sigam uma orientação partidária, o que pode influenciar as decisões dos candidatos eleitos.
