segunda-feira, 17 de agosto de 2026
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Iniciativa busca mapear oportunidades para economia verde no Nordeste

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Iniciativa busca mapear oportunidades para economia verde no Nordeste
Iniciativa busca mapear oportunidades para economia verde no Nordeste

Um novo projeto está sendo implementado nos nove estados do Nordeste com o objetivo de identificar oportunidades econômicas e setores produtivos que possam auxiliar na transição da região para uma economia de baixo carbono. A iniciativa, denominada Futuros Verdes no Nordeste, é uma parceria entre o Instituto Clima e Sociedade (iCS) e o Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (CESAR).

A proposta inclui a coleta de informações de especialistas e representantes do setor produtivo, visando transformar o conhecimento sobre sustentabilidade em diretrizes estratégicas que levem em conta a diversidade dos territórios nordestinos. Além disso, o mapeamento busca identificar as necessidades de formação e capacitação de profissionais diante das novas exigências impostas pelas mudanças climáticas.

Diogo Araújo, biólogo e analista do CESAR, destaca que a transição para uma economia de baixo carbono não ocorre de maneira automática, afirmando que “as oportunidades não se distribuem automaticamente”. Ele ressalta a complexidade do processo e a necessidade de um entendimento profundo sobre as particularidades da região.

O Nordeste enfrenta desafios significativos devido às mudanças climáticas, mas também possui um grande potencial para o desenvolvimento de alternativas produtivas sustentáveis. Segundo dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a caatinga é um dos biomas mais ameaçados pela desertificação no mundo, enquanto a região é responsável por 92% da energia eólica do Brasil e abriga importantes usinas solares.

Mário Cardoso, gerente de Recursos Naturais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que a região tem potencial na bioeconomia e em energias renováveis, mas questiona como transformar essa potencialidade em desenvolvimento. Ele enfatiza a importância de uma infraestrutura adequada e de uma estratégia bem definida para viabilizar essas oportunidades.

A formação de profissionais capacitados é essencial para atender às novas demandas do mercado. Nicolis Amaral, do iCS, defende que as profissões precisam se adaptar às exigências da economia verde, citando sua própria experiência de transição de carreira como exemplo. Ela acredita que a transformação contínua é necessária para garantir a empregabilidade na nova economia.

Cardoso alerta que a degradação ambiental pode eliminar oportunidades antes que se tornem cadeias produtivas, enfatizando a urgência de ações para transformar a bioeconomia da região em um produto competitivo no mercado global.

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