segunda-feira, 17 de agosto de 2026
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Postado emVida e Saúde

Tecnologia e IA impulsionam integração entre SUS e rede privada

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Tecnologia e IA impulsionam integração entre SUS e rede privada
Tecnologia e IA impulsionam integração entre SUS e rede privada

A modernização do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da digitalização de serviços e da incorporação de inteligência artificial (IA) está ampliando significativamente a capacidade de atendimento à população. Essas inovações, que fortalecem a parceria com a rede hospitalar privada, foram apresentadas durante a abertura do Londrina Unity Health, nesta quinta-feira (13), em Londrina (PR), prometendo expandir a oferta de serviços de média e alta complexidade, como transplantes, oncologia e cardiologia.

As iniciativas foram detalhadas pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde (MS), Adriano Massuda, em um evento realizado pela Unity Health em parceria com a Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná (Fehospar). Massuda enfatizou a prontidão do Brasil para desenvolver soluções inovadoras e integrar os serviços de saúde. “O SUS se vê diante do desafio de integrar o paciente atendido na unidade básica de saúde com o hospital. Hoje, temos condições de fazer isso de maneira acelerada, com segurança e qualidade no atendimento”, afirmou o secretário, destacando o potencial nacional em ciência, tecnologia e desenvolvimento industrial.

Um dos pilares dessa modernização é a implantação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão. Esta rede utiliza tecnologia avançada, sistemas integrados e inteligência artificial para otimizar a conexão de informações, aprimorar a gestão, agilizar decisões e proporcionar um atendimento mais eficiente e seguro aos pacientes. A estrutura da Rede abrange três eixos principais: UTIs Inteligentes, o Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP e a modernização de hospitais de excelência do SUS com serviços inovadores.

No primeiro eixo, está prevista a implementação de uma rede de UTIs Inteligentes em 13 estados, cobrindo as cinco regiões do país, com foco em cardiologia e neurologia. Essas unidades permitem o monitoramento em tempo real de pacientes em estado grave, integrando equipamentos e dados para identificar riscos rapidamente e apoiar as equipes médicas na tomada de decisões. Quatorze UTIs estão em planejamento, com seis já em funcionamento. Além disso, está em desenvolvimento a integração com o SAMU Inteligente, um serviço que conecta ambulâncias, centrais de regulação e hospitais, permitindo o envio de informações do paciente durante o transporte. O SAMU Inteligente opera em fase piloto nas capitais Recife (PE), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS).

O segundo eixo contempla a construção do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP, que será o primeiro hospital inteligente do SUS dedicado a urgência e emergência. A unidade contará com 800 leitos, distribuídos entre emergência, enfermaria e UTI, e 25 salas cirúrgicas. O projeto também inclui a criação de um Centro Nacional de Pesquisa Translacional e Inovação, impulsionando a pesquisa e o desenvolvimento na área da saúde.

O terceiro eixo foca na modernização de hospitais de excelência do SUS e na estruturação de serviços inovadores, por meio de parcerias estratégicas com instituições renomadas como a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) e o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Complementarmente, o programa Telessaúde e Cuidado em Rede conecta profissionais e serviços, permitindo atendimento e apoio à distância, além de compartilhar informações cruciais sobre os pacientes. A integração dos sistemas assegurará que o histórico completo do paciente esteja acessível durante todo o processo de atendimento, enquanto a IA auxiliará as equipes na identificação de riscos e na agilidade das decisões, com maior segurança.

A colaboração com a rede hospitalar privada é significativamente fortalecida pela atuação dos hospitais filantrópicos. Atualmente, o Brasil conta com 1.525 hospitais filantrópicos, que somam 164.832 leitos, dos quais cerca de 73,4% são dedicados a pacientes do SUS. Essas instituições são cruciais em áreas de alta complexidade, como transplantes de órgãos (coração, fígado, pulmão, rim, intestino, córnea e medula óssea), respondendo por 59,7% dos 157.565 procedimentos realizados pelo SUS entre 2021 e maio de 2026. O combate ao câncer também se destaca, com 205 dos 338 estabelecimentos habilitados para atendimento oncológico de alta complexidade sendo filantrópicos, representando 60,7% da rede.

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