O ministro da Fazenda, Dario Durigan, respondeu, nesta sexta-feira (14), às críticas sobre a suposta inação do governo federal em relação à crise do Banco de Brasília (BRB). Ele classificou as acusações como “uma grande injustiça e irresponsabilidade”.
A declaração ocorreu um dia após uma reunião pública de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF), que envolveu representantes do Distrito Federal, da União, do BRB, do sistema financeiro e do Ministério Público, buscando soluções financeiras para a crise da instituição.
Embora não tenha responsabilidade sobre o passivo do BRB, Durigan destacou que a equipe econômica está apresentando alternativas para garantir a continuidade de serviços essenciais no Distrito Federal. “Tudo que tem sido demandado, tem sido feito por nós, pelo governo federal, em articulação com os bancos e com o governo do DF”, afirmou.
Com a impossibilidade técnica e jurídica de conceder um aval direto da União, o governo federal está elaborando um modelo alternativo para viabilizar a repactuação financeira, com reuniões coordenadas pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e pela Advocacia-Geral da União (AGU).
O objetivo é estruturar garantias mais seguras para as instituições privadas envolvidas. “Não havendo a possibilidade de aval da União e também para não ficar sem resposta, levei, em reunião, a possibilidade que foi colocada no acordo, trazida por nós”, explicou Durigan.
