A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (13/8) a Operação Arena, em colaboração com o Ministério Público Federal, a Receita Federal e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. A ação investiga um grupo empresarial suspeito de usar estruturas financeiras no exterior para ocultar a origem de recursos provenientes de jogos de azar e apostas esportivas.
Estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados: Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. A decisão judicial permite o sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 1,1 bilhão, relacionados a crimes investigados.
A Receita Federal participa da operação com 40 Auditores-Fiscais e Analistas-Tributários, focando na identificação de infrações tributárias e penais. As investigações indicam que empresas no exterior foram utilizadas para justificar remessas internacionais elevadas, sem atividades econômicas que respaldassem tais valores.
O grupo teria utilizado mecanismos complexos, envolvendo empresas nacionais e estrangeiras, para dificultar a rastreabilidade dos recursos. Os investigados poderão ser responsabilizados por crimes como lavagem de dinheiro e evasão de dívidas.
Antes da legalização das apostas esportivas no Brasil, prevista para 2025, o grupo alegava operar no exterior para explorar a atividade. No entanto, essa prática parece ter sido uma forma de legitimar operações e justificar remessas internacionais, que, segundo indícios, não correspondiam a transações econômicas reais.
As apurações, iniciadas em 2022, visavam investigar a atuação de pessoas e empresas em Campina Grande/PB, que comercializavam créditos de jogos online e mantinham sites de apostas ilegais no Brasil. A Receita Federal contribuiu com análises fiscais e rastreamento financeiro para identificar recursos obtidos de forma ilícita.