A inflação oficial do país, medida pelo IPCA, subiu 0,07% em julho, interrompendo quatro meses de aceleração. No acumulado de 12 meses, o índice chegou a 4,44%, dentro da meta do governo, que prevê variação entre 1,5% e 4,5%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo IBGE.
O resultado veio em linha com as expectativas do mercado financeiro, que projetava exatamente esse percentual. A desaceleração foi puxada principalmente pela queda nos preços dos alimentos, que recuaram 0,67% no mês, após já terem caído 0,24% em junho. Destaque para a redução de 16,15% em tubérculos, raízes e legumes, além da forte queda de 17,2% no café em 12 meses, a maior desde o Plano Real.
Para o empresário local, a notícia é positiva, pois a volta da inflação para a meta reduz a pressão sobre os custos e pode facilitar o planejamento financeiro. No entanto, o alívio não é uniforme: a energia elétrica subiu 3,09% em julho, com reajustes em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba, impactando diretamente as contas de luz. Por outro lado, o Bônus Itaipu, aprovado pela Aneel, deve trazer desconto na fatura de agosto, aliviando o bolso do consumidor.
Entre os transportes, as passagens aéreas tiveram alta de 11,67%, enquanto os combustíveis ficaram 1,44% mais baratos, com quedas no etanol, gasolina, diesel e gás veicular. Essa redução nos combustíveis pode beneficiar trabalhadores que dependem de veículos próprios para se deslocar, além de reduzir custos logísticos para as empresas.
O IPCA mede a variação de preços para famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos, abrangendo 377 produtos e serviços em 16 capitais brasileiras. Apesar da melhora, o índice de difusão ficou em 50%, indicando que metade dos itens ainda teve aumento de preço, o que mostra que a desaceleração não foi generalizada.
