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sábado, 04 de julho de 2026
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Exportações brasileiras aos EUA crescem pela primeira vez após tarifas de Trump

Exportações brasileiras aos EUA crescem pela primeira vez após tarifas de Trump
Exportações brasileiras aos EUA crescem pela primeira vez após tarifas de Trump

As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram um crescimento de 3,7% em junho de 2026, marcando a primeira alta desde julho de 2025, período em que o governo do então presidente Donald Trump impôs uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Segundo Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, o avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento médio de 11% nos preços dos produtos exportados. Apesar da valorização, o volume de mercadorias embarcadas para o mercado norte-americano ainda apresentou uma queda de 6,6%, indicando que a recuperação se deu mais pelo valor agregado do que pela quantidade.

Em junho, a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos alcançou um equilíbrio, com um leve superávit para o lado brasileiro. Contudo, a recuperação pontual do mês não foi suficiente para reverter o cenário do primeiro semestre, que ainda acumula queda nas vendas do Brasil para os Estados Unidos, um dado relevante para empresários e trabalhadores do setor exportador.

No cenário global, a China manteve sua posição como principal parceiro comercial do Brasil, registrando um forte crescimento nas compras de produtos brasileiros. O comércio com a União Europeia também expandiu em junho, embora o governo considere prematuro medir os impactos do acordo de livre comércio entre o Mercosul e o bloco europeu, que entrou em vigor provisoriamente em maio.

Herlon Brandão, do Mdic, mencionou que já há relatos de empresas que estão aproveitando os benefícios do acordo com a União Europeia, mas enfatizou que ainda não existem dados suficientes para mensurar seu impacto total sobre o comércio exterior. Paralelamente, as exportações para a Argentina registraram queda em junho, atribuída à menor demanda do mercado vizinho por produtos brasileiros, conforme apontado pelo Mdic, impactando diretamente as indústrias e cadeias produtivas que dependem desse mercado.

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