A balança comercial do Brasil alcançou o maior superávit para o mês de outubro em 37 anos, totalizando US$ 9,32 bilhões, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) divulgados nesta sexta-feira (6).
O resultado, 39,4% superior ao de outubro de 2025, foi impulsionado principalmente pelas exportações de petróleo, combustíveis, cereais e soja, que cresceram 20% em relação ao ano anterior.
A corrente de comércio, que soma exportações e importações, atingiu US$ 56,33 bilhões, também o maior valor registrado para o mês de outubro na série histórica.
As vendas externas foram lideradas pela indústria extrativa, seguida pela agropecuária e pela indústria de transformação. O aumento na produção de petróleo e a alta de 36,7% nos preços médios, em decorrência da guerra no Oriente Médio, foram fatores-chave para o crescimento das exportações.
Embora as exportações para os Estados Unidos tenham avançado 11,4%, as vendas para a China caíram 5,3% devido ao fim da cota para carnes. No acumulado do ano, as exportações para os EUA registram leve crescimento de 0,2%.
As importações brasileiras aumentaram 14,8%, impulsionadas principalmente pelo aumento nos preços dos combustíveis. No entanto, a desaceleração dos investimentos na indústria, devido aos juros altos, impactou a compra de bens de capital.
De janeiro a outubro, o superávit acumulado foi de US$ 71,04 bilhões, um aumento de 34,1% em relação ao ano anterior. O Mdic revisou sua projeção de superávit para 2026, que agora é de US$ 84,4 bilhões, ainda assim, o segundo melhor resultado desde 1989.
