A crescente presença do peixe-leão (Pterois volitans) no litoral de Alagoas tem gerado preocupações entre órgãos ambientais, pescadores e operadores de turismo, que temem impactos negativos na pesca e no turismo local. Para enfrentar esse desafio, equipes dos projetos Meros do Brasil e Corais de Alagoas, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), realizaram uma ação de monitoramento e manejo seguro da espécie.
No último domingo (11), as equipes realizaram mergulhos em dois locais: o naufrágio histórico André Rebouças e o recife natural Recanto. No naufrágio, localizado a 28-32 metros de profundidade, foram identificados 17 peixes-leão, dos quais três foram removidos. No Recanto, a equipe registrou mais um peixe-leão durante o monitoramento.
A expedição contou com a participação de profissionais de pesca esportiva e mergulhadores, além de integrantes dos projetos da Ufal. O manejo do peixe-leão requer experiência e cuidados especiais, já que a espécie possui espinhos venenosos que podem causar acidentes graves.
“O manejo seguro é uma estratégia para reduzir os impactos das espécies invasoras. Através do monitoramento e da remoção por equipes capacitadas, buscamos contribuir para a conservação dos recifes”, afirmou o professor Cláudio “Buia” Sampaio.
Os recifes alagoanos são vitais para a biodiversidade e para a economia local, oferecendo alimentos e oportunidades de turismo. Os pesquisadores da Ufal planejam fortalecer a colaboração com pescadores e órgãos públicos para promover oficinas de manejo seguro do peixe-leão.
Além disso, há planos para criar um mercado que valorize o peixe-leão, aproveitando sua carne e pele para a gastronomia e produção de biojóias.
