A Central do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Maceió registrou 60 atendimentos por engasgo entre janeiro e setembro de 2026, enquanto a Regional de Arapiraca contabilizou 17 ocorrências, totalizando 77 casos. O aumento nos atendimentos destaca a necessidade de prevenção e educação sobre primeiros socorros.
Um incidente grave ocorreu no Lar Francisco de Assis, no bairro da Serraria, onde um idoso de 64 anos sofreu uma parada cardiorrespiratória devido a um engasgo. A equipe da Unidade de Suporte Avançado (USA) conseguiu remover o corpo estranho e encaminhou o paciente ao Hospital Geral do Estado (HGE) para observação.
Para reduzir os casos de engasgo, o Samu Alagoas promove o Projeto Samu nas Escolas (PSE), em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). O projeto capacita estudantes de Medicina e Enfermagem a ensinar noções básicas de primeiros socorros a alunos de escolas públicas e privadas.
O coordenador-geral do Samu Alagoas, médico Mac Douglas de Oliveira Lima, enfatiza a importância do projeto: “Os casos de engasgo são recorrentes, e o Samu atua por meio da nossa Central de Regulação das Urgências (CRU), onde médicos orientam, em tempo real, como a pessoa deve proceder até a chegada de uma equipe”.
O enfermeiro socorrista Breitner Lima explica a diferença entre engasgo parcial e total e as ações adequadas a serem tomadas. Em caso de engasgo parcial, a vítima ainda consegue tossir e deve ser incentivada a fazê-lo. No engasgo total, é necessário aplicar batidas nas costas e, se necessário, realizar a manobra de desengasgo.
O Samu também orienta sobre a importância de ligar para o 192 em qualquer situação de engasgo, para receber as primeiras instruções. Além disso, o serviço conta com motolâncias e Unidades de Suporte Básico e Avançado, preparadas para atender casos de maior complexidade.
Para prevenir engasgos, recomenda-se cortar alimentos em pedaços pequenos, supervisionar crianças durante as refeições e evitar que idosos conversem enquanto se alimentam. A educação sobre esses cuidados é fundamental para salvar vidas.