A balança comercial do Brasil alcançou um superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, mais que o dobro do registrado no mesmo mês de 2025, que foi de US$ 3,14 bilhões. O resultado foi impulsionado por um aumento de 12,9% nas exportações, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Este superávit é o segundo maior para o mês de setembro na série histórica, perdendo apenas para o resultado de setembro de 2023, que foi de US$ 9,18 bilhões. A corrente de comércio, que soma exportações e importações, atingiu US$ 61,09 bilhões, o maior valor já registrado para meses de setembro.
O crescimento das exportações foi liderado pela indústria extrativa, que teve um aumento de 39,8% em relação ao ano anterior. O petróleo bruto, por exemplo, teve um crescimento de 77,3% nas exportações, impulsionado pelo aumento da produção e pela alta nos preços devido à guerra no Oriente Médio.
As vendas externas para os Estados Unidos cresceram 31,9% em setembro, apesar das tensões comerciais, enquanto as compras brasileiras no exterior tiveram uma leve queda de 2,4%. No acumulado do ano, a balança comercial registrou um superávit de US$ 62,4 bilhões.
Apesar do bom desempenho das exportações, o Mdic revisou para baixo a projeção de superávit para 2026, passando de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. As estimativas para exportações e importações também foram ajustadas, refletindo um cenário mais cauteloso para o próximo ano.