A fiscalização do transporte aquaviário no Brasil conta com o apoio de drones desde 2019, uma ferramenta utilizada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) para monitorar estruturas e operações em áreas de difícil acesso.
A utilização de Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPAs) começou a ser testada em 2016 na Unidade Regional de Porto Velho, quando o especialista Wescley Sousa propôs a ideia. A experiência inicial levou à oficialização do uso da tecnologia em 2019, com um curso de capacitação para pilotos.
Wescley Sousa destacou que as imagens aéreas proporcionaram “um salto qualitativo para atividades fiscalizatórias”, permitindo a observação de locais como o topo de armazéns sem expor os fiscais. Além disso, os drones ajudam na medição de áreas e na criação de modelos tridimensionais das instalações.
Os drones também monitoram o fluxo de veículos nas vias de acesso aos portos e a movimentação nos terminais, com as imagens contribuindo para relatórios e análises da ANTAQ.
A tecnologia é utilizada em outras áreas da Agência, como no acompanhamento de obras de infraestrutura. Os cursos de capacitação incluem servidores de instituições parceiras, como a ANTT e a Marinha do Brasil, promovendo a integração entre os órgãos. A Polícia Federal também oferece treinamentos em áreas como fotogrametria e mapeamento aéreo.