O Ministério da Saúde apresentou, nesta quarta-feira (23/9), estratégias para preparar o Sistema Único de Saúde (SUS) para os impactos das mudanças climáticas, como o fenômeno El Niño. Durante a roda de conversa virtual “El Niño 2026/2027 e saúde: participação social e resposta nos territórios”, foram debatidas a preparação e a resposta do SUS às emergências climáticas e os desafios para a saúde pública em diferentes regiões.
A abertura do evento contou com uma palestra do secretário-executivo substituto do Ministério da Saúde, Nilton Pereira Júnior, que abordou o planejamento do SUS para enfrentar esses desafios. O encontro reuniu representantes do ministério, movimentos sociais, conselhos, lideranças e pesquisadores, com o intuito de compartilhar informações e ouvir experiências e propostas.
Foi enfatizada a importância do diálogo contínuo com movimentos sociais para lidar com os impactos climáticos, considerando as desigualdades regionais. O debate resultou em uma lista de desafios agrupados por áreas, que servirá para orientar a elaboração de propostas.
A partir de outubro, o Brasil entra em um período de maior atenção até março de 2027, com riscos variados conforme cada território. O Ministério da Saúde levará em conta previsões climáticas, histórico de eventos e vulnerabilidades locais nas suas estratégias.
No Sul, a previsão de chuvas intensas e inundações levou ao fortalecimento da Força Nacional do SUS em Porto Alegre e à criação de planos de contingência. Já no Nordeste e Sudeste, medidas de proteção contra calor extremo foram ampliadas, incluindo a criação de zonas de resfriamento e pontos de hidratação.
No Norte e Centro-Oeste, a preparação foca em seca e queimadas, com bases da Força Nacional do SUS em várias cidades. Na Amazônia, a atenção básica foi ampliada, com crescimento no número de equipes de saúde e UBS Fluviais.
Nilton Pereira Júnior destacou que a proposta do ministério é garantir uma resposta rápida às populações afetadas, com responsabilidade sanitária e uso adequado de recursos públicos. O governo federal busca dialogar e oferecer apoio técnico e financeiro aos estados e municípios, ressaltando a importância da participação dos movimentos sociais.
Como resultado do evento, o Ministério da Saúde irá sistematizar as contribuições, encaminhar demandas e promover articulações intersetoriais, além de disponibilizar materiais do encontro e continuar o diálogo com os movimentos sociais.
