A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica que afeta não apenas a pele, mas também o sono, a saúde mental e a autoestima dos pacientes. O principal sintoma é a coceira intensa, que pode causar feridas e deixar a pele extremamente sensível.
A estudante de medicina Clara Emery, de 23 anos, relata que a condição a levou a tomar antibióticos para evitar infecções nas feridas. Ela menciona que, em momentos de crise, atividades cotidianas como deitar-se ou tomar banho se tornavam dolorosas. Clara convive com a dermatite desde a infância e destaca que a doença é desencadeada por diversos fatores, incluindo alimentos e condições ambientais.
A dermatologista Rosana Lazzarini enfatiza que a dermatite atópica pode impactar significativamente a qualidade de vida, afetando o sono e o desempenho escolar e profissional. Ela alerta que 40% das crianças com a doença podem continuar a apresentá-la na vida adulta.
O Dia Nacional de Conscientização da Dermatite Atópica, comemorado em 23 de setembro, visa informar a população sobre a doença e combater o preconceito, já que a condição não é contagiosa. O presidente da Associação de Apoio à Dermatite Atópica (AADA), Roberto Takaoka, ressalta a importância de campanhas de conscientização para reduzir o estigma social enfrentado pelos pacientes.
O tratamento da dermatite atópica envolve cuidados com a pele, como o uso de cremes hidratantes, e pode incluir medicamentos para controlar a coceira. Em casos mais graves, pode ser necessário o uso de imunossupressores. A hidratação constante é fundamental, e a aplicação de cremes deve ser feita de duas a três vezes ao dia.
Para mais informações e apoio, a AADA oferece grupos de suporte e materiais educativos para pacientes e familiares, além de promover campanhas de conscientização.
