O Rio São Francisco serviu como conexão entre artesãos de Minas Gerais e Alagoas, em um intercâmbio focado na valorização cultural e na Indicação Geográfica. Uma comitiva de artesãos de Pirapora e técnicos do Sebrae Minas visitou o Litoral e Sertão alagoanos para aprender sobre saberes tradicionais e fortalecer a marca coletiva.
A programação começou no bairro Pontal da Barra, em Maceió, onde os visitantes conheceram as mestras rendeiras do Instituto Bordado Filé, que possui Indicação Geográfica reconhecida. A comitiva também visitou o povoado Ilha do Ferro, em Pão de Açúcar, onde puderam vivenciar a cultura artesanal ribeirinha e o processo para conquistar o selo de procedência das obras produzidas na região.
Marina Gatto, analista do Sebrae Alagoas, destacou que a visita foi mais do que uma missão técnica, promovendo uma conexão entre os artesãos mineiros e alagoanos. “Foi uma troca não só de conhecimento, mas uma conexão entre pessoas e culturas”, afirmou. Ela ressaltou a importância do Sebrae no fortalecimento da economia criativa local.
O intercâmbio também evidenciou que o “saber fazer” vai além do design e comercialização, englobando o orgulho comunitário e o desenvolvimento sustentável. Gatto explicou que o foco inicial na Indicação Geográfica se expandiu para discutir o desenvolvimento territorial e a preservação do saber-fazer local.
O Sebrae Alagoas se consolidou como referência técnica em Indicação Geográfica, auxiliando na capacitação de produtores e no cumprimento das exigências legais. A Indicação Geográfica, concedida pelo INPI, reconhece produtos com características intrinsecamente ligadas ao seu local de origem, valorizando a cultura e a identidade das comunidades.
Com a conquista de selos de Indicação Geográfica, como o do Bordado Filé e da Própolis Vermelha dos Manguezais, o Sebrae Alagoas fortalece a identidade ribeirinha e promove o desenvolvimento socioeconômico sustentável para centenas de famílias.