No encerramento do Agosto Lilás, um workshop sobre Violência Vicária foi realizado no Fórum de Joaquim Gomes, reunindo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), a Defensoria Pública Estadual (DPE/AL), o Poder Judiciário e a Rede de Proteção local.
O evento contou com a participação de representantes de diversos segmentos da sociedade, incluindo Justiça, polícias Civil e Militar, secretarias municipais e conselhos tutelares. A promotora de Justiça, Andrea Teixeira, destacou a importância de discutir a violência doméstica e familiar, enfatizando que o combate a esse problema deve ser contínuo.
Andrea também alertou sobre a violência vicária, que envolve o uso de filhos ou familiares como forma de controle e sofrimento à mulher, mencionando casos em que homens mantêm vigilância sobre suas ex-parceiras por meio das crianças.
A defensora Elaine Zelaquett, da DPE, abordou o impacto da “Machosfera” nas redes sociais e a necessidade de conscientização sobre a influência negativa que essas plataformas podem ter sobre os jovens. Ela ressaltou a importância de uma abordagem conjunta entre escola, Justiça e conselhos tutelares para promover um ambiente saudável para crianças e adolescentes.
A Violência Vicária, reconhecida pela Lei 15.384/2026, é definida como qualquer ato de agressão que envolva filhos ou pessoas próximas da mulher para atingi-la. O vicaricídio, que é o homicídio de descendentes ou pessoas sob a guarda de uma mulher, é considerado crime hediondo, com penas que variam de 20 a 40 anos de reclusão.
O workshop também contou com momentos de confraternização, incluindo um coffee break e um bolo temático, promovendo a troca de experiências e a união dos participantes no enfrentamento à violência.
