A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) desenvolve pesquisas em diversas áreas para entender e enfrentar a violência contra a mulher. Os estudos abordam o perfil das vítimas, medidas de proteção, impactos na saúde, feminicídio e o comportamento dos agressores.
No mês de agosto, dedicado à conscientização sobre a violência doméstica, a Ufal destaca a importância de suas produções acadêmicas. Pesquisas investigam desde o perfil das mulheres vítimas em Alagoas até os efeitos das agressões sobre a saúde mental.
A professora Elaine Pimentel, da Ufal, enfatiza a necessidade de compreender as expressões da violência e os fatores que a perpetuam, a fim de desenvolver políticas públicas eficazes. A professora Elvira Barretto, do Grupo de pesquisa Gênero, Diversidade e Direitos Humanos, ressalta a importância de abordar questões contemporâneas, como a misoginia e a masculinidade tóxica.
Entre os estudos recentes, destaca-se o trabalho sobre o perfil das mulheres vítimas de violência em Alagoas, que revela que 69% das vítimas eram mulheres negras. Além disso, pesquisas na área da saúde abordam a relação entre violência doméstica e tentativas de suicídio, enquanto a psicologia investiga as razões que dificultam o rompimento de relacionamentos abusivos.
A produção acadêmica da Ufal também analisa a aplicação da Lei Maria da Penha e a atuação da Patrulha Maria da Penha em Maceió, com foco na efetividade das medidas protetivas. A sociologia, por sua vez, investiga intervenções junto a homens autores de violência, buscando prevenir a reincidência.
Essas pesquisas são fundamentais para entender a complexidade da violência de gênero e a necessidade de serviços de apoio e proteção às vítimas.
