segunda-feira, 17 de agosto de 2026
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Postado emEconomia, Maceió

PF apura aplicação de R$ 97 milhões da previdência de Maceió no Banco Master

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PF apura aplicação de R$ 97 milhões da previdência de Maceió no Banco Master
PF apura aplicação de R$ 97 milhões da previdência de Maceió no Banco Master

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta segunda-feira (10), uma operação para investigar supostas irregularidades na aplicação de R$ 97 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) em operações financeiras do Banco Master. A instituição, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, foi liquidada extrajudicialmente em novembro de 2025 por decisão do Banco Central (BC), que apontou violação às normas do Sistema Financeiro Nacional e grave crise de liquidez.

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em cidades de Alagoas e São Paulo. Os alvos incluem o atual secretário de Fazenda de Maceió, João Felipe Alves Borges, que integrava o Conselho de Administração do Iprev à época dos fatos, além do ex-diretor-presidente do instituto, Ronnie Reyner Teixeira Mota, e do ex-coordenador-geral de Investimentos, Gustavo Antônio Rodrigues de Souza. Também são investigados Renan Foglia Calamia, dirigente da consultoria Crédito & Mercado, Marília Alexandre de Lima Alves, da Secretaria Municipal da Fazenda, e Marcelo Brasileiro Santos, membro do Comitê de Investimentos do Iprev.

As investigações apontam que a Crédito & Mercado, contratada pelo Iprev, teria participado do credenciamento, da elaboração e da validação de análises e da formação documental das operações com o Master, configurando uma “terceirização indevida da competência administrativa” do instituto. A PF suspeita de gestão fraudulenta em duas aplicações em letras financeiras do Master: R$ 97 milhões em dezembro de 2023 e R$ 17 mil em maio de 2024.

O ministro Mendonça também decretou a indisponibilidade de bens e valores dos seis investigados até o limite de R$ 97 milhões. Na decisão, ele cita indícios de “possível direcionamento dos investimentos e exposição desproporcional do patrimônio previdenciário a ativos de risco elevado e liquidez reduzida”. As Autorizações de Aplicação e Resgate (APRs) teriam sido preenchidas com justificativas genéricas, sem estudos comparativos ou análise de risco adequada.

Em nota, o Iprev afirmou que os investimentos seguiram os ritos legais e administrativos, destacando que o patrimônio cresceu de R$ 400 milhões em 2021 para mais de R$ 1,6 bilhão atualmente, garantindo o pagamento de aposentados e pensionistas. O instituto disse que colabora com as autoridades. A reportagem não conseguiu contato com os investigados até a publicação.

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