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terça-feira, 18 de agosto de 2026
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Defensoria Pública entra com ação para garantir quadra poliesportiva em escola de Boca da Mata

Defensoria Pública entra com ação para garantir quadra poliesportiva em escola de Boca da Mata
Defensoria Pública entra com ação para garantir quadra poliesportiva em escola de Boca da Mata
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A Defensoria Pública de Alagoas entrou com ação civil pública para obrigar o Estado a retomar e concluir a construção da quadra poliesportiva coberta da Escola Estadual Josefa Cavalcante Suruagy, em Boca da Mata, que está parada desde 2012 e ainda não foi retomada.

A Defensoria Pública de Alagoas (DPAL) ingressou com uma ação civil pública, com pedido de tutela de urgência, para garantir a retomada e a conclusão da obra da quadra poliesportiva coberta da Escola Estadual Josefa Cavalcante Suruagy, em Boca da Mata. A unidade é a única escola pública de ensino médio do município e atende mais de 1.100 estudantes.

Na ação, assinada pelo defensor público Lucas Valença, a DPAL destaca que a construção da quadra foi objeto de um Termo de Compromisso celebrado entre Estado e Governo Federal no ano de 2012 , mas foi interrompida após a execução de apenas cerca de 15% da obra. Em 2025, o Estado de Alagoas firmou novo compromisso com o FNDE para retomar o projeto, porém, até o momento, a obra não foi retomada.

Antes de recorrer ao Judiciário, a Defensoria adotou medidas extrajudiciais para solucionar a situação. No início do ano, a instituição oficiou Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) solicitando informações sobre a obra e promoveu reunião com representantes da pasta, da escola e do município.

No pedido, a DPAL requer que a Justiça determine ao Estado de Alagoas que comprove, no prazo de 15 dias, o início dos procedimentos licitatórios para contratação da empresa responsável pela retomada da obra. Caso isso ainda não tenha ocorrido, pede que seja determinado o início da licitação em até 30 dias, sob pena de multa diária.

“A demora na conclusão da obra compromete o direito fundamental à educação de qualidade, uma vez que impede a oferta de uma infraestrutura escolar adequada e prejudica diretamente as atividades de educação física, além de restringir o acesso dos estudantes ao esporte e ao lazer, todos direitos assegurados constitucionalmente”, destaca o defensor público.

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