A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) recebeu novos arquivos deslizantes, adquiridos através do projeto de preservação do acervo histórico e cultural do Neabi, financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A entrega dos equipamentos visa fortalecer a infraestrutura de conservação documental da Universidade e facilitar o acesso ao patrimônio histórico e cultural.
O projeto, gerido pela Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes), busca resolver problemas históricos relacionados à conservação dos acervos da Ufal, como o acondicionamento inadequado de documentos e a falta de espaço físico. Os novos arquivos beneficiarão o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi), a Pinacoteca Universitária, o Museu Théo Brandão, entre outros.
Esses espaços guardam coleções importantes para a memória alagoana, como documentos do século XIX e registros sobre a história das igrejas e do movimento estudantil. O Museu Théo Brandão, por exemplo, conserva um vasto patrimônio documental que retrata a cultura alagoana.
O projeto também prevê a criação do Centro de Pesquisa e Documentação da Luta Antirracista, que reunirá documentação sobre o movimento negro em Alagoas e no Brasil, incluindo registros de políticas de ações afirmativas na Ufal. A equipe do Neabi já iniciou o processo de catalogação e higienização desse acervo, fundamental para a implantação do novo centro.
Com sede no Centro de Interesse Comunitário (CIC), o espaço será um ponto de referência para a preservação e pesquisa da memória negra e indígena em Alagoas, reafirmando o compromisso da Ufal com a valorização do patrimônio cultural e a produção do conhecimento.
