O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) caiu 0,40% em agosto, após alta de 0,06% em julho, conforme dados divulgados pelo IBGE. A deflação foi influenciada principalmente pelas quedas nos preços de alimentos como tomate, batata-inglesa, cenoura e café moído, além de recuos na energia elétrica, passagens aéreas e combustíveis.
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,09% e, em 12 meses, fica em 4,24%, abaixo dos 4,52% registrados nos 12 meses anteriores. Em agosto de 2025, a taxa havia sido de -0,14%.
Os grupos que mais contribuíram para o resultado negativo foram Habitação (-1,41%), Transportes (-1,00%) e Alimentação e bebidas (-0,57%). A energia elétrica residencial recuou 6,25%, com impacto de -0,26 p.p., devido à incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas de agosto. A bandeira tarifária amarela segue em vigor, adicionando R$ 1,885 por 100 kWh consumidos.
Nos Transportes, a passagem aérea caiu 13,30% e os combustíveis recuaram 1,43%, com quedas no etanol (-3,63%), gasolina (-1,23%) e diesel (-0,71%). Já na Alimentação, o tomate (-27,38%), a batata-inglesa (-25,14%), a cenoura (-17,05%) e o café moído (-2,31%) puxaram a deflação, enquanto o leite longa vida (3,41%) e as frutas (3,11%) subiram.
Para empresários e trabalhadores de Mato Grosso, a deflação pode aliviar o custo de vida, especialmente em itens essenciais como alimentos e combustíveis. No entanto, a energia elétrica, apesar do bônus, ainda pode sofrer reajustes regionais, como os aplicados em Curitiba, Porto Alegre e São Paulo.
Entre os reajustes positivos, destacam-se os planos de saúde (0,42%), com aumento autorizado pela ANS, e o cigarro (5,56%). O grupo Educação subiu 0,46%, com reajustes em cursos regulares e idiomas.
Nas regiões pesquisadas, todas as 11 áreas tiveram variação negativa, com Curitiba registrando a menor taxa (-0,82%) e São Paulo a maior (-0,06%). O IPCA-15 abrange famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos e é calculado com base em preços coletados entre 16 de julho e 14 de agosto de 2026.