A confiança dos empresários da indústria brasileira atingiu, em julho, o menor nível desde o auge da pandemia de covid-19, com o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caindo 2,3 pontos em relação a junho, para 44,4 pontos.
Com isso, o indicador permanece há 19 meses consecutivos abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança, o que pode impactar a atividade industrial, reduzir o ritmo da produção, frear investimentos e afetar o mercado de trabalho, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Os dois componentes que formam o Icei registraram queda em julho. O Índice de Condições Atuais recuou 0,7 ponto, para 41,6 pontos, enquanto o Índice de Expectativas caiu 3,1 pontos, para 45,8 pontos, registrando o maior recuo desde novembro de 2022.
A deterioração das expectativas está ligada ao aumento das incertezas no cenário internacional, incluindo o agravamento dos conflitos no Oriente Médio e a possibilidade de retomada de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Para a CNI, a permanência do índice em nível negativo por um período prolongado pode ter consequências negativas para os empresários e trabalhadores locais, como redução do número de empregados, da produção ou até cancelamento de investimentos produtivos.